Fauna

Fauna
Fauna do Parque Natural da Serra de São Mamede.
Aquila fasciata Águia de Bonelli Humberto Ramos
Águia de Bonelli Aquila fasciata (syn Hieraaetus fasciatus) (® Humberto Ramos) símbolo do Parque Natural da Serra de São Mamede.
 
A variedade de biótopos proporciona uma grande riqueza faunística. Assim, a área do Parque é de grande importância a nível ornitológico, tanto no território nacional como na Península Ibérica, fazendo parte da rota migratória de muitas espécies entre a Europa e a África.
 
Milvus milvus Milhafre-real Humberto Ramos Ciconia nigra Cegonha-preta Luís Venâncio
Milhafre-real Milvus milvus (® Humberto Ramos) e cegonha-preta Ciconia nigra (® Luís Venâncio)
 
Pelo Atlas das Aves do Parque Natural foram inventariadas cerca de 150 espécies, sendo que 40 nidificam no Parque, das quais podemos destacar, devido ao seu estatuto de conservação, a águia de Bonelli Aquila fasciata, ave de rapina de grandes dimensões; o grifo Gyps fulvus com nidificação confirmada junto à fronteira; o abutre-preto Aegypius monachus, que embora não nidifique ocorre na região com alguma frequência por encontrar os biótopos de alimentação adequados; o rabirruivo-de-testa-branca Phoenicurus phoenicurus; o chasco-preto Oenanthe leucura, espécies que apresentam uma população reduzida em Portugal; e o milhafre-real Milvus milvus, também reduzida no país e que continua sujeita à perseguição humana direta. Presentes ainda, a cegonha-preta Ciconia nigra, bem como muitos outros passeriformes.
 
Grifo Gyps fulvus Cristina Girão Vieira 1 Oenanthe leucura Chasco-preto Cristina Girão Vieira
Grifo Gyps fulvus e chasco-preto Oenanthe leucura (® Cristina Girão Vieira).
 
Quanto aos mamíferos temos a presença de espécies como, a lontra Lutra lutra, que tem estatuto de ameaça por ser uma população que se encontra em declínio na Europa. No entanto, dadas as condições apresentadas pelos ambientes dulciaquicolas, encontra aqui os requisitos necessários para a sua sobrevivência. Existem também espécies como o rato de Cabrera Microtus cabrerae, espécie ameaçada classificada com o estatuto de "Rara".
 

Na antiga mina de chumbo da Cova da Moura, bem como em grutas calcárias, encontram-se importantes colónias de quirópteros (i.e. morcegos), sendo aquela considerada uma das mais importantes colónias da Europa.

De assinalar, ainda, a presença de numerosos anfíbios e répteis, sendo esta a zona do país com maior número de espécies destes grupos animais. Das 17 espécies de anfíbios da fauna portuguesa, 14 podem ser encontradas na região. No que respeita aos répteis, na zona de S. Mamede encontram-se 20 das 27 espécies da herpetofauna continental portuguesa.

De entre os anfíbios e répteis destacam- se, o lagarto-de-água Lacerta shreiberi, o sapo-parteiro-ibérico Alytes cisternasii e o tritão-de-ventre-laranja Triturus boscai por serem endemísmos ibéricos. O Parque constitui ainda um território relevante para duas espécies de cágados (cágado-de-carapaça-estriada Emys orbicularis e cágado-mediterrânico Mauremys leprosa) que se encontram ameaçados em toda a sua área de distribuição, devido à destruição do seu habitat e às capturas para fins comerciais.

Lacerta schreiberi Lagarto-de-água Paulo Barros Emys orbicularis Cágado-de-carapaça-estriada Carlos Carrapato
Lagarto-de-água Lacerta shreiberi (® Paulo Barros) e cágado-de-carapaça-estriada Emys orbicularis (® Carlos Carrapato).