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Geologia | Hidrologia | Clima

Geologia | Hidrologia | Clima
Geologia, hidrologia e clima do Parque Natural do Vale do Guadiana.

 Pulo Lobo cheia - CGVPulo do Lobo (® Fernando Romba).

Geologia e geomorfologia

No Parque Natural do Vale do Guadiana ocorrem três grandes estruturas geomorfológicas:

  • as planícies, com ligeira ondulação, e que dominam na área;
  • as elevações quartzíticas das serras de Alcaria Ruiva e São Barão; e
  • os vales encaixados do rio Guadiana e seus afluentes.


É a presença nessas estruturas de numerosos biótopos – margens e leitos dos cursos de água, matagal mediterrânico, afloramentos rochosos, montados, matos, estepes cerealíferas, pousios e alqueives – que conferem a toda a área do Parque Natural do Vale do Guadiana uma biodiversidade que merece ser preservada.

A área do Parque insere-se na Zona Sul Portuguesa, uma das unidades do Maciço Hespérico (Maciço Antigo). Trata-se de uma zona constituída principalmente por rochas metamórficas, tais como xistos, grauvaques, metarenitos, silítos, conglomerados, entre outras, e que é atravessada, neste território, por uma faixa piritosa, que se estende desde Sevilha até Grândola, constituída por rochas vulcânicas que compõe uma estrutura mineralizada que teve elevada importância económica para Portugal durante a segunda metade do séc. XIX e primeira metade do séc. XX.

Em termos geomorfológicos, esta unidade assume a forma de uma extensa peneplanície, quebrada apenas pelo encaixe dos vales do rio Guadiana e seus afluentes e pelas elevações quartzíticas da serra de Alcaria Ruiva, S. Barão e Alvares.

Serra de Alcaria Ruiva - ACC Guizo Pequeno - ACC
Serra de Alcaria Ruiva e Guizo Pequeno (® Ana Cristina Cardoso).

 

Solos

A maioria são Litossolos (“solos esqueléticos”) e Solos Mediterrânicos em fase delgada, que se caracterizam pela baixa capacidade quer agrícola quer de retenção de água. Assim, são, de um modo geral, fracos e impróprios para agricultura. Pode-se afirmar que a destruição do coberto vegetal original acarreta sérios riscos de erosão para estes solos.

 

Hidrologia

PNVG - Ribeira do Vascão seca e com pegos 1 TS PNVG - Ribeira do Vascão seca e com pegos 2 TS
Ribeira do Vascão seca e com pegos (® Teresa Silva).

A área de intervenção deste plano é atravessada, além do rio Guadiana, por várias linhas de água tributárias entre as quais se destacam, de sul para norte: Vascão; Carreiras; Oeiras, Terges e Cobres; e Limas.

Insere-se na bacia hidrográfica do rio Guadiana que se estende por cerca de 66 889 km2, dos quais 83% pertencem ao território espanhol.

Os territórios atravessados têm predominantemente um regime climático mediterrânico, com distribuição sazonal e interanual muito marcada, resultando numa variação do escoamento muito significativa.


Clima

A situação geográfica e a orografia traduzem-se num território com um clima tipicamente mediterrâneo, com verões quentes e secos e Invernos pouco chuvosos e frios.

De facto, a temperatura média anual do ar é de 16,5ºC, mas a média das mínimas do mês mais frio é de 4,7ºC (janeiro) e a média das máximas do mês mais quente, registada em agosto ronda os 33,8ºC.

É nesta zona que se verificam, também, as precipitações mais baixas do país, sendo que a média anual não ultrapassa 500 mm e concentra-se, sobretudo, entre os meses de outubro e março, nos meses de verão, sobretudo entre julho e agosto, a precipitação registada é quase nula.

A insolação atinge níveis muito elevados, rondando, a média anual, as 2808,6 h, sendo os valores máximos registados no mês de julho, com 367 h, e os mínimos com 148,1 h e 149,7 h, nos meses de dezembro e janeiro, respetivamente.

Os ventos são predominantemente do quadrante NW, variando as velocidades médias anuais entre 7,8 km/h no mês de dezembro até 9,8 km/h no mês de junho.

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