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Importância Económica

Importância económica das atividades que integram as Fileiras Florestais. Síntese económica - informação estatística sobre o setor florestal e sobre as fileiras florestais - 2000 a 2016. Base de dados. Conceitos e critérios.

A importância económica das atividades que integram as Fileiras Florestais fica bem demonstrada no esquema que pode consultar aqui [PDF 549 KB] e que permite visualizar a complexidade das fileiras florestais e a enorme relevância dos produtos florestais, nomeadamente pela sua contribuição para o Produto Interno Bruto e para o emprego. Os dados constantes no esquema serão periodicamente atualizados à medida em que for sendo disponibilizada nova informação estatística. Este setor apresenta também como vantagem o facto de ser sustentado, maioritariamente, por matérias primas nacionais.

Em 2015 os diferentes produtos das fileiras florestais, demonstraram uma enorme relevância na balança comercial nacional (10% das exportações e 4% das importações nacionais). O saldo da balança comercial dos produtos de base florestal, apresentam uma trajetória crescente desde 2009, sendo que em 2015 registou-se um excedente de 2,5 mil milhões de euros. Para conhecer os principais indicadores dos mercados florestais apurados em 2016 (clique aqui [PDF 593 KB])

Contudo, na atualidade, colocam-se importantes desafios ao setor florestal, decorrentes, designadamente da:

  1. internacionalização dos mercados e da economia;
  2. maior preocupação quanto à sustentabilidade dos recursos e qualidade dos produtos, e implicações na adoção de sistemas de certificação da gestão e da cadeia de responsabilidade;
  3. maior sensibilidade a pragas, doenças e incêndios;
  4. crescente complexidade das organizações setoriais e dos agentes económicos; e
  5. concorrência na utilização das matérias primas florestais nacionais, designadamente, pelo surgimento de fileiras emergentes como consequência do aumento da procura de produtos não lenhosos e de bens de uso indireto.

 

Neste contexto, é unanimemente reconhecido que um dos pilares fundamentais ao desenvolvimento do setor reside no acesso a informação estatística florestal credível, organizada e atualizada.

Esta necessidade e urgência é reconhecida nas orientações políticas e estratégias, de âmbito florestal, ao nível nacional e internacional, designadamente:

  1. Estratégia Nacional para as Florestas (Resolução do Conselho de Ministros n.º 6-B/2015, de 4 de fevereiro);
  2. Estratégia Florestal da União Europeia [COM (1998) 649 final], através do "Sistema Europeu de Informação e Comunicação Florestal (Efics)”; e
  3. Plano Estratégico para as Florestas, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

 

Neste contexto, a então Autoridade Florestal Nacional, em parceria com representantes das Fileiras Florestais, onde se destaca a Associação para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal (AIFF), entendeu promover um sistema de Observatório para as Fileiras Florestais.

O Observatório está a ser concretizado através de uma plataforma de informação e comunicação. Com a criação desta plataforma pretende-se melhorar o conhecimento e avaliar o desempenho atual das Fileiras Florestais, facultando aos agentes económicos e ao Estado condições mais favoráveis na tomada de decisão, na definição e avaliação de políticas florestais, em simulações prospetivas e na resposta a compromissos internacionais assumidos por Portugal.

A concretização do Observatório consistiu, numa primeira etapa, na recolha da informação estatística publicada por diversificadas fontes. Esta selecção teve presente o interesse direto e/ou indireto das estatísticas para a avaliação das Fileiras Florestais.

Os dados estão organizados numa base de dados única (Observatório), cuja complexidade poderá ainda exigir ao utilizador o estudo prévio dos conceitos e critérios (Glossário) que estiveram presentes na sua organização. No sentido de minimizar esta dificuldade disponibiliza-se, sob forma alfa numérica, em tabelas, e em formato gráfico, a informação estatística que se considera mais relevante para o panorama geral sobre o setor florestal (Síntese económica).

A Síntese económica destaca a sustentação nacional do sector florestal português. Designadamente, a balança comercial apresenta saldos sistematicamente superiores a mil milhões de euros. A partir de 2012 este indicador verifica valores sempre superiores a 2 mil milhões de euros, sendo, em 2016, já muito próximo de 2,3 mil milhões de euros (2.266.915.929 euros). Em coerência, no mesmo período, a taxa de cobertura das exportações sobre as importações foi em média na ordem dos 200%. O sector florestal representa, desde 2000, 10% das exportações portuguesas.

O Valor Acrescentado Bruto (VAB) das indústrias de base florestal representa mais de 3 mil milhões de euros, em 2014, correspondia a 15% do VAB industrial e a 2% do VAB e do Produto Interno Bruto (PIB) nacionais.

O sector florestal é ainda responsável pela criação de cerca de 92 mil (91.583) postos de trabalho, dos quais quase 25 mil (24.678) correspondem a empregos no setor primário e indústrias transformadoras de base florestal.

Assume-se a conceção e execução do sistema, que agora se apresenta, como um processo negociado, de recolha e pesquisa dinâmica, em contínuo aperfeiçoamento e adaptação à realidade concreta das necessidades do setor. Nesta perspetiva, a atualização da base de dados Observatório é entendida como um processo constante, sendo produzidos Sínteses económicas com uma periodicidade anual.

 

Documentação

Despacho n.º 8029/2014. D.R. n.º 116, Série II de 2014-06-19
Ministérios da Economia e da Agricultura e do Mar - Gabinetes do Ministro da Economia e da Ministra da Agricultura e do Mar
Cria a Plataforma de Acompanhamento das Relações nas Fileiras Florestais, doravante designada PARF, que tem por missão acompanhar as relações entre os agentes das fileiras florestais.

 

U.A: 2017-12-05

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