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Pragas e Doenças

Pulgão-dos-carvalhos. Gorgulho-do-eucalipto. Processionária ou Lagarta do-pinheiro. Cancro-resinoso-do-pinheiro. Manifesto de Abate, Desramação e Circulação de madeira de Coníferas. Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Bactéria Xylella fastidiosa
Show or Hide answer O que é o pulgão-dos-carvalhos e que medidas de controlo podem ser aplicadas?

 

A Altica quercetorum ou pulgão-dos-carvalhos, como é vulgarmente conhecido, é um inseto desfolhador, que ataca, preferencialmente, o carvalho-alvarinho podendo, no entanto, atacar outras espécies como sobreiros, carvalho-cerquinho, amieiros, aveleiras e salgueiros. É de caráter endémico, frequente no centro e sul da Europa, pese embora na Galiza tenham sido, na década de 90, observados intensos ataques em extensas áreas de carvalho. Em Portugal, este inseto foi detetado pela primeira vez em 1896, sem contudo ter causado no passado grandes motivos para alarme. No entanto, em Portugal e muito recentemente, foram observados vários episódios de aumentos populacionais desta praga, resultado de condições favoráveis ao seu desenvolvimento, nomeadamente no verão de 2009, com elevadas humidades do ar, tendo-se registado grandes áreas de carvalho atacadas, especialmente no Centro e Norte do território continental.

Trata-se de uma praga que, podendo não causar directamente a morte do hospedeiro, pode consumir até cerca de 95% da sua parte aérea, atrasando o seu crescimento no ano do ataque, deixando-o enfraquecido e vulnerável a outros agentes patogénicos.

As medidas para controlo desta praga devem ser aplicadas preferencialmente entre abril, maio e junho, podendo ser utilizada a pulverização com um inseticida regulador do crescimento ou com produtos à base de Bacillus thuringiensis, cuja aplicação deverá ser condicionada pelo estado de desenvolvimento larvar em que se encontra o inseto.

É, no entanto, importante referir que, para além da luta química, devem ser ainda consideradas ações como a limpeza dos terrenos, carros e camiões, uma vez que este inseto se pode expandir a outras áreas através do transporte.

Show or Hide answer O que é o gorgulho-do-eucalipto e que medidas de controlo podem ser aplicadas?

O gorgulho-do-eucalipto (Gonipterus platensis) é um inseto desfolhador, que tanto no seu estado larvar como adulto, consome as folhas, sobretudo as mais jovens, podendo causar desfolhas severas. Associado às perdas de crescimento resultantes da desfolha, vêm os estragos provocados pelos adultos, ao alimentarem-se do caule principal, causando malformações no tronco e reduções da altura. Quando os ataques são sucessivos pode ser observada mortalidade das plantas e um manifesto estado de debilidade das sobreviventes, aumentando a susceptibilidade a pragas secundárias como Phoracantha semipunctata (Broca-do-eucalipto).

Podem ser utilizados métodos de controlo biológico, através da libertação de inimigos naturais, como é o caso dos parasitóides do Género Anaphes spp, que não apresentam nenhum risco ambiental pois estes parasitóides oófagos são específicos de insetos do Género Gonipterus spp., parasitando os ovos do gorgulho-do-eucalipto para sua própria reprodução.

Pode também ser realizadas ações de controlo mecânico, através da gradagem do solo nos meses adequados, por forma a eliminar as pupas hibernantes, deixando-as expostas a predadores e a condições ambientais adversas.


Pode também ser utilizado o controlo químico com inseticidas que atuam por contacto e ingestão, sem elevados riscos para o ambiente, utilizando substâncias à base de Flufenoxurão (nome comercial Cascade), que atua como um regulador de crescimento. Estes tratamentos devem ser realizados na primavera, quando a maior parte dos ovos já eclodiu, e serem limitados a plantações jovens, instaladas em solos pobres, que apresentam ataques severos, onde a desfolha é mais intensa.

Cancro-resinoso-do-pinheiro

Cancro-resinoso-do-pinheiro - fungo 'Gibberella circinata'/'Fusarium circinatum'

O cancro-resinoso-do-pinheiro é causado por...?

Esta doença é provocada por um fungo, a Gibberella circinata Nirenberg & O’Donnell, também conhecido por Fusarium circinatum Nirenberg & O’Donnell.

Esta doença só existe em Portugal?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

Não.

Esta doença apareceu pela primeira vez nos Estados Unidos da América, na Carolina do Norte, tendo sido entretanto detetada noutros países como o Chile, México, África do Sul, Japão, Espanha e Itália.

Este fungo fitopatogénico foi referenciado pela 1ª vez na Europa em 2005, no norte de Espanha, em viveiros de Pinus radiata D. Don e Pinus pinaster Aiton e em povoamentos de P. radiata. Itália foi o segundo país da Europa a reportar a doença, tendo os primeiros sintomas sido observados no norte do País em árvores adultas de Pinus halepensis Miller e Pinus pinea L. no inverno de 2003-2004.

Como é que o fungo se propaga?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

O fungo pode propagar-se através do vento, da água, de insetos, das sementes, do substrato e até dos contentores.

No caso de árvores adultas, o fungo precisa de uma porta de entrada que pode ser ramos partidos pelo vento, danos provocados por insetos ou feridas de poda entre outros.

Como se pode identificar o fungo?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

O fungo, que causa o cancro-resinoso-do-pinheiro, só pode identificado e confirmado através de análises laboratoriais.

Quais as espécies mais afetadas (espécies hospedeiras)?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

As espécies mais afectadas pelo Fusarium circinatum, cancro-resinoso-do-pinheiro, são todas as do género Pinus e a Pseudotsuga menziesii.

No entanto, é importante notar que, dentro destas, algumas espécies são muito suscetíveis enquanto outras são mais tolerantes.

O Pinus radiata é a espécie mais sensível e, das cultivadas no nosso país, o Pinus pinea (pinheiro-manso) parece ser das mais tolerantes.

Não se pode falar de resistência, uma vez que todas elas podem ser infetadas, variando na intensidade dos sintomas e na rapidez da evolução dos mesmos uma vez infetadas.

Quais os principais sintomas?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

Sintomas do cancro-resinoso-do-pinheiro em:

  • plantas adultas, o mais característico é o aparecimento de exsudações abundantes de resina no tronco e nos ramos, geralmente associados à presença de cancros. Os sintomas na parte aérea incluem o amarelecimento das agulhas, que acabam por ficar avermelhadas e caírem, e a seca de ramos;
  • plantas jovens - manifestam-se através de uma coloração castanha avermelhada das agulhas, encurvamento do ápice, lesões nos caules, exsudações de resina e murchidão; e
  • sementes - não apresentam sintomas. No entanto, o fungo pode estar presente quer na superfície quer no interior da semente.

 

Os sintomas, quer em plantas jovens quer em adultas, não são específicos desta doença podendo ser causados por ataques de outros fungos ou insetos.

Qual a melhor época para observar os sintomas?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

Em viveiros, as observações devem ser efetuadas pelo menos três meses após a sementeira.

Em povoamentos, os sintomas podem ser observados ao longo de todo o ano, embora seja durante o verão, com as árvores em maior stress hídrico, que os sintomas são mais evidentes.

O que fazer ao identificar sintomas suspeitos?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

Sempre que sejam observados sintomas suspeitos de cancro-resinoso-do-pinheiro deverá contactar os serviços do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (centrais ou da sua região), solicitando a visita de um inspetor fitossanitário.

Qual a melhor época para recolher amostras para análise?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

 

As amostras referentes ao cancro-resinoso-do-pinheiro podem ser colhidas durante todo o ano e, sobretudo, se forem observadas árvores com sintomas.

Como recolher as amostras?
Cancro-resinoso-do-pinheiro

 

As amostras devem ser recolhidas após observação visual de todo o lote, devendo-se recolher 60 plantas, primeiro as que apresentem sintomas e, perfazendo este número, com plantas sem sintomas, quando necessário.

As plantas devem ser embrulhadas em papel de jornal, colocadas em sacos de plástico que será fechado posteriormente e identificadas.

A recolha das amostras deve ser sempre efetuada por um inspetor fitossanitário.

No caso das sementes, devem ser recolhidas 500, em vários pontos do lote, de forma a que amostra seja representativa de todo o lote.

Onde entregar as amostras para análise?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

As amostras, recolhidas por um inspetor fitossanitário do ICNF ou da DGADR podem ser entregues nos laboratórios autorizados a trabalharem com organismos de quarentena.

Neste momento, existem três laboratórios com experiência neste tipo de análises:

    • INRB, em Lisboa;
    • UTAD, em Vila Real; e
    • FCTUC, em Coimbra.
Quanto tempo demoram as análises?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

As análises demoram entre 2 a 4 semanas a ser efetuadas.

O que acontece quando é detetado e confirmado um foco positivo?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

Sempre que é confirmado um caso positivo de cancro-resinoso-do-pinheiro, o material infetado tem de ser destruído, sendo que, no caso das plantas ou das sementes, todo o lote é destruído.

Depois, procede-se à delimitação de uma área demarcada (o local de produção infetado e uma área envolvente com pelo menos 1 km), onde serão tomadas medidas de controlo e monitorização mais rigorosas.

Todo o material vegetal das espécies hospedeiras não pode circular a partir daquele local pelo período de 2 anos.

Em plantas de viveiro, quando existe um foco positivo, por que é necessário destruir todas as plantas do lote?
Cancro-resinoso-do-pinheiro.

O fungo fitopatogénico, que provoca o cancro resinoso do pinheiro, consta, atualmente, da Lista A1 da Organização Europeia e Mediterrânica para a Proteção das Culturas como organismo de quarentena, pelo que está sujeito a medidas de erradicação.

No caso das plantas de viveiro, a erradicação só é possível se todo o lote for destruído, pois os esporos podem estar presentes mesmo não existindo sintomas.

Nemátodo da Madeira do Pinheiro

Aplicação do Decreto-Lei n.º 95/2011, de 8 de agosto, alterado e republicado pelo Dec.-Lei n.º 123/2015, de 3 de julho, com a leitura que lhe é dada pela Declaração de Retificação n.º 38/2016, de 1 de setembro; Manifesto de Abata, Desramação e Circulação de madeira de Coníferas; Inscrição Obrigatória no Registo Oficial;

P1 - O que significa árvores com sintomas de declínio

R1 – Coníferas hospedeiras que por ação de agentes bióticos e/ou abióticos se encontram enfraquecidas, com a copa seca ou a secar total ou parcialmente, apresentam agulhas descoloradas, estejam tombadas ou tenham sido afetadas por tempestades e por incêndios (queimadas ou parcialmente queimadas).

P2 – O que são coníferas hospedeiras?

R2 - São coníferas dos géneros Abies Mill. (abetos), Cedrus Trew (cedros), Larix Mill. (larix), Picea A. Dietr. (piceas ou espruces), Pinus L. (pinheiros), Pseudotsuga Carr. (falsas -tsugas), e Tsuga Carr. (tsugas), com exceção dos seus frutos e sementes.

P3 – O que são locais de intervenção (LI)?

R3 – São as unidades administrativas territoriais listadas e publicitadas no sítio na Internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.), bem como por editais afixados nas respetivas juntas de freguesia, onde é conhecida a presença do NMP ou em que seja reconhecido, pelo ICNF, I. P., o risco do seu estabelecimento e dispersão. Pode consultar a lista das freguesias classificadas como local de intervenção aqui:

http://www.icnf.pt/portal/florestas/prag-doe/ag-bn/nmp/resource/fich/dl95-freg/LI_NMP_Out2015_v2.pdf

P4 – O que é Zona de Restrição (ZR)?

R4 - É a área correspondente à totalidade do território continental, incluindo a zona tampão e a ilha da Madeira.

P5 – O que é Restante Zona de Restrição (RZR)?

R5 – É a área correspondente à totalidade do território continental, exceto zona tampão e LI.

P6 – O que é Zona Tampão (ZT)?

R6 – É a área do território continental com uma largura de aproximadamente 20 km adjacente à fronteira com Espanha, integrada pelas freguesias listadas e publicitadas no sítio na Internet do ICNF, I. P. Pode consultar a lista das freguesias classificadas como Zona Tampão aqui:

http://www.icnf.pt/portal/florestas/prag-doe/ag-bn/nmp/resource/fich/dl95-freg/freg-zt

 

P7 – O que é Zona Isenta (ZI)?

R7 – É a área correspondente ao arquipélago dos Açores, à ilha de Porto Santo, ilhas Desertas e Selvagens.

P8 – O que é considerado um parque de madeira?

R8 – No âmbito do decreto-lei n.º 123/2015, de 3 de julho, considera-se um parque de madeira qualquer local, coberto ou a céu aberto, de armazenamento ou parqueamento de madeira de coníferas, independentemente da sua duração.

P9 – O que é considerado um consumidor final?

R9 – Consideram-se consumidores finais todos aqueles que adquirem um produto para sua utilização/consumo, sem que esta utilização/consumo implique nova transformação do produto ou desde que o produto em questão não seja novamente colocado no mercado. Um consumidor final será, assim, o último comprador desse mesmo produto.

P10 – O que é considerado um local de queima industrial?

R10 – No âmbito do decreto-lei n.º 123/2015, de 3 de julho, considera-se um local de queima industrial, a unidade industrial que proceda à queima da madeira de coníferas, cuja atividade económica se relacione com a transformação direta desta num produto final.

P11 – O que são destinos que garantam o processamento do material lenhoso?

R11 – São destinos que garantam que a madeira de coníferas é sujeita a processamentos que utilizem cola, calor ou pressão ou a combinação destes, que garanta a isenção de nemátodos vivos (ex: MDFs, Pellets, Briquets, contraplacados, aglomerados, OSB).

P12 – O que são destinos que garantam a transformação do material lenhoso?

R12 – São destinos que garantam o descasque e serragem, ou esquadriamento, ou aplainamento da madeira de coníferas, de forma a garantir que não seja mantida a superfície natural arredondada da madeira, ou estilhagem.

Leptoglossus occidentalis

1 - O que é Leptoglossus occidentalis?

O inseto Leptoglossus occidentalis é um sugador, que se alimenta de pinhas e flores de diversas espécies de resinosas.

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2 - Quais as espécies hospedeiras?

Espécies pertencentes aos géneros Pinus, Picea, Abies, Cedrus e Pseudotsuga.

3 - Em que regiões de Portugal existe esta praga?

Um levantamento realizado entre 2010 e 2012 determinou que o inseto L.occidentalis se encontra espalhado do Minho ao Alentejo.

4 - Como é que o fungo se dispersa?

A dispersão dá-se de forma natural já que os adultos são voadores extremamente fortes. Quando saem da hibernação dispersam rapidamente à procura de locais de alimentação.

5 - Quais são os sintomas associados á presença do inseto?

Não existem sintomas exteriores visíveis.

6 - Como identificar o inseto?

É um inseto com um comprimento que varia entre 18 e 22 mm. Cor castanha com uma linha em ziz-zag branca nas asas.

leptoglo_david_cappaert,michigan_state.jpg

7 - O que fazer para reduzir os estragos provocados pelo inseto?

Os meios de controlo, como armadilhas que emitem radiação infravermelha e a luta biológica, estão ainda em fase de estudo ou teste. Relativamente à luta química ainda não há nenhum inseticida específico aprovado para o inseto L. occidentalis.

Processionária ou Lagarta-do-Pinheiro

1. O que é a processionária ou lagarta-do-pinheiro ?

A processionária ou lagarta-do-pinheiro (Thaumetopoea pityocampa Schiff.) é um inseto desfolhador que afeta as espécies dos géneros Pinus e Cedrus. Este inseto é endémico em Portugal e a severidade dos ataques depende do nível populacional, o qual é por sua vez profundamente influenciado pelas condições meteorológicas (temperatura e insolação), pelo conjunto de inimigos naturais ativos em cada estádio de desenvolvimento da praga (aéreo ou subterrâneo) e pela qualidade e quantidade de alimento, dos quais depende a fecundidade das fêmeas.

O nome processionária vem da procissão formada pelas lagartas quando abandonam a parte aérea da árvore e se dirigem para o solo, onde se enterram para iniciarem a fase de pupa que pode durar de 1 a 3 anos.

01-A-Borboleta-da-processionaria.PNG 01-B-Ninho-dos-primeiros-instares.PNG

01-C-Lagartas-a-descer-um-ramo.PNG 01-D-Lagartas-a-escavar-o-solo.PNG

Fontes: fotos por: A) D.D. Cadahia, Subdireccion General de Sanidad Vegetal, Bugwood.org;
B) William M. Ciesla, Forest Health Management International, Bugwood.org ;
C) William M. Ciesla, Forest Health Management International, Bugwood.org;
D) Andrea Battisti, Universita di Padova, Bugwood.org.
http://www.insectimages.org/search/action.cfm?q=Thaumetopoea%20pityocampa

 

É um inseto cujo ciclo de vida tem duas fases: a fase adulta formada pelos ovos e lagartas que é aérea e a fase de pupa que é subterrânea.

01-Fases-da-processionaria.PNG

2. Quais as espécies hospedeiras mais comuns em Portugal?

Em Portugal os hospedeiros principais deste inseto são os pinheiros, qualquer que seja a sua espécie.

02-Pinheiro-com-ataque-forte.PNG

3. Que sintomas se podem associar à presença da processionária?

Os sintomas mais conhecidos são os ninhos, que constroem na ponta dos ramos, onde se refugiam quando não se estão a alimentar durante o Inverno.

03-ninhos-de-inverno-1.PNG 03-ninhos-de-inverno-2.PNG

No entanto, entre julho e novembro podem observar-se tufos de agulhas avermelhadas, ligadas por fios sedosos, nos ramos expostos ao sol, sendo visíveis lagartas dos primeiro e segundo instares. Os ninhos grandes, em forma de bolsões, constituídos por fios brancos e sedosos, na parte apical dos ramos expostos ao sol, aparecem a partir do Outono.

 

Tufos de agulhas avermelhadas

04-Tufos-de-agulhas-avermelhadas.PNG 04-Tufos-de-agulhas-avermelhadas-2.PNG

 

4. A processionária pode ser perigosa para pessoas e animais?

Sim. As lagartas da processionária-do-pinheiro a partir do terceiro instar (novembro-dezembro) desenvolvem pêlos urticantes que provocam alergias na pele, nos olhos e no aparelho respiratório dos seres humanos e podem provocar os mesmos sintomas nos animais.

5. O que fazer quando se encontram lagartas de processionária?

a)    Se encontrar em área florestal (que não seja sua propriedade) afaste-se;

b)    Se encontrar em espaços públicos em áreas urbanas:

a.    Afaste-se e entre em contacto com a Proteção Civil, Câmara Municipal ou com os serviços regionais do ICNF I.P. http://www.icnf.pt/portal/icnf/contact/serv-desc

b.    Nas escolas e outros locais onde estejam presentes crianças, impedir, sempre que possível, o seu acesso à zona das árvores atacadas sobretudo na altura em que as lagartas descem da árvore.

c.    Em caso de aparecimento de sintomas de alergia, consulte de imediato o posto médico mais próximo.

c)    Se encontrar na sua propriedade, deve tomar as medidas necessárias e recomendadas para controlar ou eliminar a presença do inseto, evitando a sua dispersão.

6. Como se dispersa a processionária?

O inseto pode dispersar-se de forma natural através do voo dos adultos ou através da circulação de plantas ou partes de plantas hospedeiras. As fêmeas podem voar alguns quilómetros para selecionar um hospedeiro e aí efetuarem as suas posturas. Como elas se dirigem para as silhuetas dos pinheiros, as posturas concentram-se nas árvores de bordadura ou naquelas que se encontram isoladas.

7. Que medidas de controlo podem ser tomadas?

Existem diversos meios de controlo que podem ser aplicados:

janeiro a maio: destruição das lagartas em procissão e pupas no solo

  • 07-Tronco-pinheiro-cintado.PNGAplicar cintas adesivas nos troncos das árvores embebidas em cola à base de poli-isolbutadieno  para captura das lagartas aquando da procissão de enterramento;
  • Proceder à recolha manual e queima das lagartas encontradas no solo (cuidado com os pelos urticantes!);
  • Mobilizar o solo, nos locais onde se suspeita de enterramento, para destruição das pupas.

 

junho a setembro: uso de armadilhas

  • Instalar armadilhas iscadas com feromonas sexuais (1 a 3 por hectare), para captura de machos (borboletas).

 

setembro a outubro/novembro: tratamentos bioquímicos

  • Através de inibidores de crescimento, hormonas de muda dos insetos e inseticidas microbiológicos à base de Bacillus thuringiensis (apenas eficaz no estado de ovo ou nos primeiros instares de desenvolvimento larvar 8-10 mm de comprimento) - até outubro;
  • Através de microinjeção no tronco (lagartas até 30 mm) - normalmente eficaz entre setembro e novembro.

 

outubro a dezembro: destruição de ninhos

  • Proceder à remoção manual dos ninhos seguida de queima ou injeção de um inseticida piretróide de síntese nos ninhos (ação a executar durante o dia, quando as lagartas se encontram no ninho).

08-Corte-ramos-com-ninhos.PNG

8. Quem deve proceder aos tratamentos para controlo da processionária ?

As medidas de controlo para a processionária devem ser tomadas pelos proprietários/gestores das árvores afetadas. No caso da aplicação de inseticidas devem ser observadas as normas de higiene e segurança e só podem ser aplicados inseticidas aprovados pela DGAV, seguindo os requisitos legais de comercialização e aplicação de produtos fitofarmacêuticos, pelo que deve sempre consultar o sitio digital da DGAV antes de qualquer aplicação:

http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?actualmenu=3665921&generico=3669837&cboui=3669837

Vespa-das-galhas-do-castanheiro

Inseto Dryocosmus kuriphilus

O que causa as galhas do castanheiro?
Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'.

As galhas do castanheiro são provocadas pelo inseto Dryocosmus kuriphilus, com o nome vulgar de vespa-das-galhas-do-castanheiro, que é um himenóptero da família Cynipidae.

Em que regiões de Portugal já foi detetada esta praga?
Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'.

Até julho de 2014, nos concelhos de Barcelos, Baião e Ponte de Lima.

Como é que o inseto se dispersa?
Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'.

A circulação de plantas ou partes de plantas das espécies hospedeiras é a principal forma de introdução da praga em novos países onde ela não existe.

A dispersão deste inseto, a grandes distâncias, pode fazer-se através da introdução de jovens plantas, ramos e ou rebentos infestados, contendo ovos ou larvas.

A dispersão, a curtas distâncias, pode realizar-se através da circulação de material infestado (ramos ou jovens plantas), do vento ou do voo das fêmeas adultas durante o período em que estão presentes (final de maio a final de julho). A deslocação das fêmeas é favorecida por ventos ligeiros ou através do seu transporte pelas pessoas em veículos ou no vestuário.

Como se pode identificar o inseto?
Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'.

O inseto adulto tem em média 2,5 a 3 mm de comprimento, o corpo preto e as patas, o escapo, o pedicelo das antenas e as mandíbulas amarelo acastanhadas. As antenas apresentam 14 artículos e a célula radial da asa anterior é aberta.

Quais as espécies hospedeiras?
Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'.

A vespa-das-galhas-do-castanheiro ataca as espécies e variedade do género Castanea e os castanheiros-da-índia (Aesculus hippocastaneum).

Quais os principais sintomas e a melhor época para os observar?
Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'.

O principal sintoma associado à presença da vespa-das-galhas-do-castanheiro é o aparecimento de galhas, a partir de meados de abril, nos ramos mais jovens, nos pecíolos ou na nervura central das folhas. Estas galhas têm uma coloração inicial esverdeada que vai passando a rosada.

Tendo em consideração a biologia da vespa-das-galhas-do-castanheiro, a melhor época para observar os sintomas é de abril a julho.

O que fazer ao identificar sintomas suspeitos?
Vespa-das-galhas-do-castanheiro. Inseto 'Dryocosmus kuriphilus'.

Ao encontrar sintomas que pareçam da vespa-das-galhas-do-castanheiro, contacte a Direção Regional de Agricultura e Pescas ou Departamento da Conservação da Natureza e Florestas (DCNF) do ICNF da sua região.

Xylella fastidiosa

Bactéria Xylella fastidiosa

1. O que é?

Xylella fastidiosa é uma bactéria vascular que vive no xilema das plantas, sendo transmitida por insetos vetores.

2. Em que regiões de Portugal existe esta praga? E na Europa?

É desconhecida a sua presença em Portugal.

Na Europa já foi encontrada em oliveiras, na Itália e em plantas ornamentais na França.

3. Como é que a praga se dispersa?

O principal meio de dispersão a longas distâncias é o comércio e movimentação de partes de plantas e plantas para plantação, não sendo de desprezar o transporte de insetos vetores infetados em remessas de plantas. A dispersão natural é feita através do voo dos insetos vetores e pelo seu transporte através do vento ou pelas pessoas.

4. Quais as espécies hospedeiras?

A lista das espécies hospedeiras indica cerca de 300, na UE determinou-se que, para já, a lista inclui 160 espécies e 28 géneros. Em Portugal as espécies do género Quercus e Eucalyptus são as hospedeiras com maior impacto económico no setor florestal português.

O anexo da Decisão de Execução (UE) 2015/789 da Comissão de 18 de maio lista ainda como hospedeiros espécies dos géneros Acacia, Acer, Fraxinus, Juglans, Platanus e Salix e ainda as espécies Alnus rhombifolia e Pinus taeda.

5. Quais os sintomas?

Os sintomas mais característicos da presença de X. fastidiosa nas espécies para fins florestais são a descoloração apical pronunciada com um halo vermelho ou amarelo entre tecidos queimados e verdes e as nervuras amarelas nas zonas aparentemente sãs.

6. O que fazer se suspeitar da presença da bactéria?

Em caso de suspeita da presença da bactéria deve contatar de imediato os serviços oficiais:

 

 

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