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Dia do Parque Natural de Sintra-Cascais | 16-17 outubro

Dia do Parque Natural de Sintra-Cascais | 16-17 outubro
Dia do Parque Natural de Sintra-Cascais - informação sobre esta área protegida

Pormenores do evento

Quando

2017-10-16 14:30 até
2017-10-17 13:00

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219 247 200

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O aniversário desta área protegida comemora-se a 15 de outubro, data em foi publicado o Decreto-Lei nº 292/81, que criou a Área de Paisagem Protegida de Sintra-Cascais. Masi tarde, o Decreto-Regulamentar n.º 8/94, de 11 de março, criou o Parque Natural de Sintra-Cascais considerando que a faixa litoral de Cascais à foz do Falcão, no extremo nordeste do concelho de Sintra, zona de grande sensibilidade  pelas suas características geomorfológicas, florísticas e paisagísticas, estava sujeita a intensa pressão urbana e consequente degradação carecendo de intervenções apropriadas. Parte da Área integra a Lista de Sítios do Património Mundial na categoria de “Paisagem Cultural”.   

O Parque Natural tem por símbolo as chaminés do Palácio Nacional de Sintra e janela mourisca. Também designado Paço da Vila, este palácio apresenta influência muçulmana nítida, sendo o edifício atual resultado de várias campanhas de construção de épocas de D. João I, D. Manuel e do primeiro terço do século XVI. 
 
A história geológica dos terrenos observáveis nesta região começa há cerca de 160 milhões de anos, com a deposição de sedimentos em meio marinho, relativamente profundo. Devido ao preenchimento da bacia por sedimentos e a variações do nível do mar, o ambiente de deposição evoluiu sucessivamente no decurso do Mesozóico, há cerca de 200 milhões de anos, para marinho menos profundo, recifal, laguno-marinho, fluvial e lacustre. O ambiente fluvial revelou-se muito importante, pois são frequentes as intercalações de arenitos, conglomerados e argilas com vegetais fossilizados, que traduzem o depósito de materiais provenientes da erosão das áreas envolventes.
 
No entanto, a entidade geológica dominante nesta região é o Maciço Eruptivo de Sintra, que se instalou, em grande parte em profundidade, encaixando-se entre as formações já existentes, que viram a sua posição e mesmo a sua estrutura alteradas, pela interposição das rochas ígneas. Os materiais sedimentares do encaixante do maciço eruptivo, soerguidos pela sua ascensão, foram desmantelados e acumularam-se durante o Terciário, há cerca de 10 milhões de anos, em áreas periféricas. 
 
A diversidade climática, de composição geológica e consequente riqueza dos solos permitem grande diversidade de flora, de características essencialmente mediterrânicas, ocidental–mediterrânicas, atlânticas e macaronésicas. 
 
Grande parte da vegetação natural atual é constituída por comunidades que substituíram a floresta pós-glaciações que teria como dominante o carvalho-cerquinho Quercus faginea
 
Uma grande diversidade de habitats, alguns escassos no contexto nacional, permitem ainda grande diversidade faunística, embora nem sempre facilmente observável. São mais de 200 as espécies de vertebrados já identificadas, nomeadamente, 33 de mamíferos, mais de 160 de aves, 12 de anfíbios, 20 de répteis e 9 de peixes de água doce.
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