Você está aqui: Entrada / O ICNF / Notícias / Eventos / Dia da Reserva Natural do Estuário do Tejo | 19 julho

Dia da Reserva Natural do Estuário do Tejo | 19 julho

Dia da Reserva Natural do Estuário do Tejo | 19 julho
Dia aberto na Reserva Natural do Estuário do Tejo | 19 julho

Pormenores do evento

Quando

2018-07-19
de 00:00 até 00:00

Adicionar evento ao calendário

Sobre a Reserva Natural do Estuário do Tejo
 
O Estado Português reconheceu a importância excepcional desta área em termos de património natural pela criação da Reserva Natural do Estuário do Tejo através do Decreto-Lei n.º 565/76 de 19 de julho. Permitiu, desta forma, iniciar uma gestão racional do estuário, de modo a não comprometer, irreversivelmente, as suas incontestáveis potencialidades biológicas.
 
O estuário do Tejo tem um papel fundamental do ponto de vista ecológico e económico, uma vez que nele se concentra todo o material biológico arrastado ao longo do curso do rio, o que transforma o estuário numa zona extremamente rica em seres vivos e de importância fundamental no povoamento da costa marítima.
 
O valor biológico deste estuário traduz-se:
  • na produção de nutrientes minerais e orgânicos de que depende grande parte da vida nas águas adjacentes, estuarinas e costeiras;
  • na assimilação de detritos resultante da sua capacidade de autodepuração, por tratamento terciário, que atua na remoção e reciclagem de nutrientes inorgânicos; e
  • na manutenção dos ciclos do azoto e do enxofre. 

 

Além de todos estes valores, há ainda a assinalar a sua importância como habitat de aves migradoras, que, por sua vez, são um precioso valor natural indicador das condições do ambiente e fatores importantes no equilíbrio dos ecossistemas agrícolas de maior produtividade. A este respeito, importa dizer que, durante o inverno, o estuário do Tejo recebe cerca de 75% de toda a população de Recurvirostra avoseta (alfaiate - símbolo da RNET) invernante na Europa, além de concentrações internacionalmente importantes de outras espécies de aves aquáticas.
 
No estuário do Tejo e áreas terrestres adjacentes incluídas na ZPE ocorrem 35 espécies de mamíferos, 194 de aves com presença regular (aquáticas, estepárias e de floresta - 46 das quais encontram-se incluídas no anexo I da Diretiva 79/409/CEE), além de 9  de répteis e 11 de anfíbios. Existem referências relativamente à ocorrência de 101 espécies de peixes no estuário, mas o número de espécies com presença regular não ultrapassará as 40. 
 
É a avifauna aquática migradora que atribui ao estuário do Tejo o estatuto de mais importante zona húmida do País e uma das mais importantes do Paleártico Ocidental. Aqui ocorrem com regularidade cerca de 100.000 aves invernantes, ultrapassando o valor de 120.000 nos períodos de passagem migratória. O estuário acolhe em média cerca de 54% das limícolas (aves que se alimentam nos limos e outros sedimentos), 30% dos anatídeos (vulgo "patos") e 4% dos ardeídeos (vulgo "garças") invernantes recenseados em Portugal. Alberga mais de 1% da população regional de 14 espécies, sendo, por isso, local de importância internacional para a sua preservação.
Acções do Documento
classificado em: