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Itinerário Automóvel de Norte a Sul

Parque Natural do Douro Internacional (PNDI). Itinerário automóvel de norte a sul. Breve descrição. Pontos de interesse.

 

Breve descrição  
Pontos de interesse

Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.

O Parque Natural do Douro Internacional dispõe de uma boa rede de estradas e caminhos que permite conhecer alguns dos seus locais mais interessantes através de um percurso efetuado em automóvel, o que pode ter vantagens para pessoas com mobilidade reduzida ou que apenas disponham de um dia para visitar esta área.  

Ponto de partida e chegada: Aldeia Nova (Miranda do Douro).
Extensão: 140 km. 
Duração: 5 h.
Dificuldade: reduzida.
Tipo de itinerário: linear.
Apoios: percurso sinalizado com marcas e presença de painéis interpretativos.
 
 

Breve descrição

Percurso turístico para automóvel ou camioneta pequena (até 20 lugares) por estradas nacionais e municipais com tráfego reduzido, através de zonas planálticas e sinuosos vales. A paisagem é de horizontes amplos, ora com áreas agrícolas e florestais ora com fragas e encostas vigorosas cobertas de matos e bosques de zimbro e quercíneas (carvalhos).
 

Pontos de interesse

 
1 – São João das Arribas (Aldeia Nova) - a povoação de Aldeia Nova, próxima às arribas do Douro, constitui um dos locais mais interessantes de todo o Parque Natural. Destaque para o casario tradicional, rústico mas sóbrio, representativo do património arquitetónico das Terras de Miranda. Merece igualmente referência a capela de São João, situada a curta distância da aldeia. Nos seus arredores encontram-se importantes vestígios arqueológicos e pode desfrutar-se de uma vista notável sobre o vale escarpado do Douro.
 
2 - Fraga do Puio (Picote) - a partir de Miranda do Douro, seguir para sul via Cércio, Freixiosa (ver pombais e casario tradicional), Vila Chã da Braciosa até Picote. Nesta aldeia existe um local conhecido como a Fraga do Puio com ampla paisagem sobre o vale do Douro. Possibilidade de observar fragas graníticas semeadas ao longo da marcada curva do rio, vestígios arqueológicos em redor do local e grandes aves de rapina. Trilho em redor da aldeia e visita a um moinho de água recuperado. 
 

Gyps fulvus Grifo planando 257-180 pxl

3 - Penedo Durão (Poiares) - de Picote para Sendim, depois Bemposta (com hipótese de visita ao vale do Douro pela estrada da barragem de Bemposta), Algozinho, Vilarinho dos Galegos, Bruçó, Lagoaça, Freixo de Espada à Cinta. Daí até ao rochedo quartzítico, vulgarmente denominado de Penedo Durão, que é um dos locais mais emblemáticos de toda a paisagem do Parque Natural. Debruçado sobre um precipício de centenas de metros, dele se avista a extensa planura da província de Salamanca, bem como as quintas do Douro com o seu casario, olivais, amendoais e vinhas. Observa-se ainda a barragem de Saucelhe. É vulgar assistir ao voo tranquilo de uma das aves mais espetaculares da fauna portuguesa, o grifo Gyps fulvus [PDF 184 KB], aqui conhecido por Abutardo que, com os seus 2,3 m de envergadura, utiliza as correntes de ar quente e os ventos de ladeira para ascender até elevadas altitudes.
 
PNDI - ribeira do Mosteiro 200-150 pxl4 – ribeira do Mosteiro (Poiares) - de Poiares até à estrada da ribeira do Mosteiro (entre Barca d'Alva e Freixo de Espada à Cinta), acompanhando o seu vale onde se destacam as imponentes escarpas quartzíticas ou fragas, o mosaico agrícola com amendoais, olivais e pomares de laranjeiras no fundo dos vales. Atenção que se trata de um percurso rodoviário de montanha, pelo que requer especial cuidado na condução. Possibilidade de deslocação a pé por calçadas antigas, nomeadamente a calçada de Alpajares, a partir do local de Alminhas, na estrada municipal, ou a partir da aldeia de Poiares. 
 
5 – albufeira de Sta. Maria de Aguiar - de Barca d'Alva até Escalhão, depois Mata de Lobos, Almofala e albufeira de Sta. Maria de Aguiar, resultante da construção, em 1979, de uma barragem em terra batida  e que se localiza no extremo sul do Parque Natural. Este plano de água, com cerca de 100 ha, inclui o braço principal da albufeira, no lado nascente, que corresponde ao percurso primitivo do rio Seco, e o braço poente, que deriva da ribeira do Rio Chico. Em termos de avifauna, podem-se observar o mergulhão-de-crista ou de poupa Podiceps cristatus, o mergulhão-pequeno Tachybaptus ruficollis, a garça-real Ardea cinerea [PDF 110 KB] e a cegonha-branca Ciconia ciconia. Existência de densos maciços de tabúa (Typha spp.) que cobrem as margens da ribeira, refúgio de diversas espécies animais, tais como lontra Lutra lutra [PDF 128 KB], garça-pequena ou garçote Isobrychus minutus [PDF 193 KB], Rouxinol-grande-dos-caniços Acrocephalus arundinaceus, cágado-de-carapaça-estriada Emys orbicularis [PDF 146 KB]  e peixes, como o barbo Barbus spp. e a boga Chondrostoma spp.

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