Informação Geral

Informação geral e conselhos úteis para visitar o Parque Natural de Montesinho (PNM). Quando visitar. Pontos de interesse. Mapa.

 

Mapa    
 

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Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.

Percorrer o Parque Natural de Montesinho é uma atividade que não pode esquecer durante as suas férias ou fim de semana nesta região e uma experiência única.
 
Ficam aqui algumas sugestões para a realização de percursos pedestres e de automóvel, bem como a identificação dos locais mais emblemáticos e outros pontos de interesse, que poderá visitar de modo a que possa desfrutar o melhor possível da beleza extraordinária da paisagem, consolidar conhecimentos e divertir-se durante a visita.
 
Se optar por andar a pé, os percursos sinalizados permitem-lhe um contacto mais direto com a natureza e, simultaneamente, conhecer valores do património natural, paisagístico e cultural.
 

Antes de fazer qualquer caminhada, consulte a Área Protegida (ver contactos) para obter mais informações sobre os percursos, incluindo o seu estado de conservação.;

Informa-se que o ICNF não se responsabiliza por quaisquer problemas que possam surgir no decorrer dos percursos sugeridos.
 
 

Quando visitar?

Visitar o Parque Natural de Montesinho é uma aventura que pode ser vivida em qualquer época do ano. Dependendo dos gostos e interesses de quem visita, esta área oferece, em cada tempo, uma diversidade de cores, sons, odores e sabores. Sugerem-se aqui alguns dos momentos que podem ser mais marcantes numa visita a esta Área Protegida. São assim entendidos por quem vive e trabalha neste recanto, o que não invalida que, em outras épocas e momentos, não encontre o ponto alto da sua visita.
 
Outono
Se procura conhecer a diversidade de cores, o outono é uma época de excelência para visitar o Parque. As extensas matas de carvalho-negral Quercus pyrenaica, os imponentes soutos de castanheiros Castanea sativa, as largas cortinas de amieiros Alnus spp., freixos Fraxinus spp. e choupo-negro Populus nigra ao longo dos rios e ribeiras, pontuados aqui e ali por cerejeiras bravas, e os viçosos lameiros dão à paisagem uma variada coloração.
 
Se se aventurar por estas paragens no início desta época do ano, e madrugar nas suas caminhadas pela zona da Alta Lombada ou as fizer no crepúsculo da tarde, poderá ser surpreendido(a) pela brama dos veados Cervus elaphus. Este é o período de acasalamento e os machos lançam no ar fortes bramidos, procurando demonstrar toda a sua exuberância na execução de uma tarefa que tem por fim a conquista das fêmeas e a continuidade da prole.
 
Se, pelo contrário, percorrer esta terra mais para meados desta época é inevitável o encontro, no campo, com muita da população local na apanha da castanha e a participação nos magustos que se realizam um pouco por todo o lado.
 
Primavera / verão
Se o seu interesse é conhecer a diversidade de sons e odores então uma visita nestas estações do ano irá deixá-lo(a) certamente, muito satisfeito(a).
 
A floração das extensas áreas de matos de urze Erica spp, carqueja Pterospartum tridentatum subsp. tridentatum e giesta Cytisus spp., nos pontos de altitude mais elevada, e da esteva Cistus ladanifer, rosmaninho Lavandula stoechas e jasmim-silvestre Jasminum fruticans, em zonas de menor altitude, a par de um leque muito variado de plantas aromáticas, que para além de pincelarem a paisagem de uma paleta de múltiplas cores, exalam harmoniosos odores.
 
No pico do verão, os intensos odores da flor de castanheiro completam a "linha de perfumes" que esta área disponibiliza.
 
A par dos odores, os sons têm, nesta época, a sua maior diversidade. Do ruído característico (qual toque de castanholas) que as cegonhas produzem, abrindo e fechando o bico, durante o acasalamento, ao chilrear de muitas das pequenas espécies da avifauna, como o rouxinol, passando pelo som da água dos rios que atravessam o Parque batendo nas pedras, do coachar da rã na beira do regato, do mugir das vacas mirandesas pastando num viçoso lameiro, do balir das ovelhas da raça Churra Galega Bragançana ou do ladrar do Cão de Gado Transmontano que as guarda, do uivar do lobo nas noites de lua cheia, do "cantar" do carro de bois carregado a caminho do campo, ou pelos sons característicos de muitas outras atividades humanas que, nesta época, se desenrolam, tudo isto será “música” para os seus ouvidos.
 
De música (sons) e odores, sem esquecer os sabores, também trata o Festival de Música e Tradição da Lombada, que se realiza anualmente nos finais de julho na aldeia de Palácios.
 
Inverno
Embora lhe agrade conhecer tudo o que já falámos, mas se, ainda assim, prefere começar pela diversidade de sabores, o inverno é a época propícia.
 
Junto à lareira, ouvindo o crepitar do fogo e comendo uma alheira ou uma chouriça assada, ou à mesa saboreando um salpicão de Vinhais, um butelo com casas, um azedo com batata cozida e grelos ou um caldo de cascas, aquece o corpo e o espírito nos frios dias transmontanos.
 
Estando toda a área do Parque integrada no solar da raça bovina Mirandesa, não poderá deixar de apreciar a tradicional e suculenta Posta Mirandesa.
 
Os pratos de carnes de cordeiro bragançano e de cabrito serrano são habituais na cozinha da região, assim como, os confecionados à base de carnes de caça, sendo de destacar o arroz de lebre e os estufados de javali e perdiz com castanhas.
 
Se visitar o Parque mais para o final desta estação, e próximo das festas pascais, não desperdice a oportunidade de provar o tradicional Folar, pão enriquecido com ovos e manteiga recheado com enchidos e presunto. Juntando a tudo isto a participação nas antiquíssimas «Festas dos Rapazes», realizadas principalmente na zona da Lombada por altura do Natal ou dos Reis, segundo o costume de cada aldeia, tem aqui a possibilidade de tornar uns dias frios de inverno bem mais agradáveis.
 

Topo

Pontos de interesse

Numa visita ao Parque Natural de Montesinho são muitos os locais de interesse a descobrir. Excecionais paisagens, interessantes lugares, peculiares elementos do património cultural, etc. ficarão registados na sua memória. Fica aqui uma pequena amostra do que poderá visitar nesta Área Protegida.

Miradouro do Monte de São Bartolomeu - Bragança
Embora localizado fora da área do Parque Natural, a sudeste de Bragança, é um local de grande interesse para a interpretação da geomorfologia do setor oriental do Parque. Com o apoio de uma mesa de leitura de paisagem, poderá compreender melhor a complexa evolução geológica da região a norte de Bragança, da qual resultou uma invulgar diversidade de rochas e um interessante conjunto de aspetos geomorfológicos.
 
É no chamado maciço de Bragança, cuja extensão ultrapassa os limites do Parque Natural, que se encontram as rochas de mais alto grau de metamorfismo (alta pressão e alta temperatura), provenientes da crusta continental inferior e do manto superior.
 
Algumas destas rochas são consideradas as mais antigas de Portugal, com cerca de 1100 milhões de anos. Também estão aqui presentes rochas da crusta oceânica paleozóica.
 

PNM - painel explicativo do monte de São Bartolomeu PNM - Casa da vila
Painel sobre geologia (clique sobre a imagem para ampliar) e paisagem do miradouro de S. Bartolomeu e Casa da Vila.

Porta de Vinhais do PNM
O Centro de Interpretação do Parque Natural de Montesinho, em Vinhais, está instalado na "Casa da Vila", um edifício de caráter senhorial e estilo palaciano, que terá sido construído nos anos 30 do séc. XX, e foi pertença do Tenente Horácio de Assis Gonçalves, Secretário de António Oliveira Salazar.
 
O edifício é protagonista de uma localização privilegiada, ocupando a extremidade nordeste do Centro Histórico, tendo sido edificado no aproveitamento da muralha que delimitava a vila.
 
Dotado de uma exposição permanente sobre o património natural e cultural, destacando alguns dos elementos mais singulares, induz à aquisição de valores de respeito e consciencialização ambiental e cultural, oferecendo um novo olhar sobre o Parque, projetando-o para o exterior das suas fronteiras e dando a conhecer a ligação profunda entre o contexto físico e o património cultural. Recorrendo a meios audiovisuais e multimédia possui uma lógica expositiva envolvente da e do visitante, através de um percurso interno no edifício, convidando a sentir e viver as experiências da vida no mundo rural e natural.
 
 

Mapa

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