Informação Geral

Informações e conselhos úteis para visitar o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Os percursos pedestres e o Turismo de Natureza no PNSAC. Pontos de interesse. Mapa.

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Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.

  • Guia Percursos Pedestres. PNSAC [PDF 2,9 MB] - editado em 2006, pela Região de Turismo de Leiria-Fátima, inclui informações detalhadas, tais como mapas e fotos.
  • 25 anos do PNSAC - 1979-2004 [PDF 5,2 MB] - editado em 2004, pelo então ICN - Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, inclui informação vária em 83 pp.


O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros é uma área protegida possuidora de vasto património natural e cultural, que resulta na existência de imensos locais de grande interesse, para quem gosta do contacto direto com a natureza.

Para saber que atividades pode realizar e onde, consulte a Carta de Desporto da Natureza deste Parque e o Regulamento:

 
Ficam aqui algumas sugestões para a realização de percursos pedestres e de automóvel, bem como a identificação dos locais mais emblemáticos e outros pontos de interesse, que poderá visitar de modo a que possa desfrutar o melhor possível da beleza extraordinária da paisagem, consolidar conhecimentos e divertir-se durante a visita.
 
Se optar por andar a pé, os percursos sinalizados permitem-lhe um contacto mais direto com a natureza e, simultaneamente, conhecer valores do património natural, paisagístico e cultural.
 

Antes de fazer qualquer caminhada, consulte a Área Protegida para obter mais informações sobre os percursos, incluindo o seu estado de conservação.

Informa-se que o ICNF não se responsabiliza por quaisquer problemas que possam surgir no decorrer dos percursos sugeridos. 
 
 

Os percursos pedestres e o Turismo de Natureza no PNSAC

Cada vez mais os espaços naturais surgem, no contexto internacional e nacional, como destinos turísticos em que a existência de valores naturais e culturais constituem atributos indissociáveis do turismo de natureza.

As Áreas Protegidas são, deste modo, locais privilegiados como novos destinos, em resposta ao surgimento de outros tipos de procura, propondo a prática de atividades ligadas ao recreio, ao lazer e ao contacto com a natureza e com as culturas locais. (PNSAC. 2006. Guia Percursos Pedestres, Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Ed. Região de Turismo de Leiria-Fátima)

O pedestrianismo, conforme definido na Carta de Desporto de Natureza do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, publicada pela Portaria nº 1465/2004, de 17 de dezembro, consiste na atividade de percorrer distâncias a pé, na natureza, em que intervêm aspetos turísticos, culturais e ambientais, desenvolvendo-se, normalmente, por caminhos bem definidos, sinalizados com marcas e códigos internacionalmente aceites.

Neste contexto, e de forma a que a e o visitante possa conhecer e usufruir de forma ordenada e sustentada de alguns dos aspetos mais significativos que caracterizam e individualizam esta área protegida, desde 1989, o PNSAC tem vindo a criar, em colaboração com outros entidades, uma rede de percursos pedestres, numa extensão aproximada de 160 km. (in Maia, A., 1992. Naturalmente. PNSAC, 1992).

Venha visitar o Parque Natural e participe na sua conservação!

 

Pontos de interesse

Reino da pedra, eis como se poderia denominar toda a zona de relevo estremenho limitada pelas depressões de Ourém, a norte, e de Rio Maior, a sul, pelas bacias do Alviela e do Asseca a leste e oeste, por essa faixa quase plana em que se situa Alcobaça e que morre nas baixas de S. Martinho do Porto e da Lagoa de Óbidos. Vasta área que a geologia e o relevo se encarregaram de individualizar das manchas de arvoredo e da policromia dos campos de cultura espalhados em seu redor e cuja orientação, mais ou menos paralela à costa, circunscreve de forma clara o litoral.

Domínio dos calcários, que lhe conferem uma unidade profunda, o setor do Maciço Calcário Estremenho alberga distintas unidades geomorfológicas que, pelas suas características, representam um importante fator de diversidade. A ocidente estende-se a comprida serra dos Candeeiros, a leste avista-se a serra de Aire, enquanto a zona de Porto de Mós corresponde ao ponto de confluência dos vales da Mendiga e de Alvados / Mira de Aire-Minde. Entre estas duas importantes depressões situa-se o planalto de Santo António.

A secura, acentuada pela ausência de cursos de água superficiais, marca uma paisagem a que falhas, escarpas e afloramentos rochosos conferem um traço vigoroso.

A água corre através de uma intrincada rede subterrânea. A erosão cársica originou formações características - poljes, campos de lapiás, lapas e algares, uvalas e dolinas numa rara profusão de formas. As cavidades são férteis em temas espeleológicos.

O coberto vegetal é marcado pela presença de pequenas manchas de carvalho-cerquinho ou a azinheira. De entre as plantas autóctones destaca-se o cortejo das plantas aromáticas, medicinais e melíferas repartidas por algumas dezenas de espécies. A oliveira, a recordar o esforço dos cistercienses, domina a vegetação não espontânea. A fauna destes calcários inclui numerosas aves, nomeadamente a gralha-de-bico-vermelho Pyrrhocorax pyrrhocorax, com hábitos de nidificação cavernícola (i.e. faz o ninho em grutas). Uma dezena de espécies de morcegos.

A presença humana é atestada desde o paleolítico. A estrada romana de Alqueidão da Serra testemunha caminhos antigos. Têxtil, curtumes, agricultura, criação intensiva de gado e indústria extrativa de pedra e argila justificam, na atualidade, a presença de numerosa população.

A jazida da Pedreira do Galinha, na vertente oriental da serra de Aire (Jurássico Médio - 175 MA) contém a mais antiga e longa (147 m) pista de dinossáurio saurópode até hoje conhecida no mundo. Centenas de pegadas organizam-se em cerca de duas dezenas de pistas constituídas pelas impressões deixadas por grandes animais quadrúpedes.

 

1 - Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire - local: Bairro - Ourém.
Situado no extremo oriental da serra de Aire na povoação de Bairro, em pleno Parque Natural, contém um importante registo fóssil do período Jurássico, as pegadas de alguns dos maiores seres que povoaram a Terra: os dinossauros saurópodes. Na laje calcária onde as pegadas se conservaram ao longo de 175 milhões de anos, podem ser observados cerca de 20 trilhos ou pistas, uma delas com 147 m e outra com 142 m de comprimento.

Os saurópodes eram animais possantes, herbívoros, quadrúpedes, de cabeça pequena, e cauda e pescoço compridos. A cauda serviria, possivelmente, para se defenderem dos predadores; o pescoço, tal como a cauda, ajudaria estes animais a manter o equilíbrio, permitindo-lhes chegar à vegetação mais alta e torná-los mais competitivos em relação a animais de menor porte.

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Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire | Polje de Mira-Minde (® Olímpio Martins).
 

2 - Polje de Mira-Minde - local: Mira d'Aire - Minde
O polje de Mira-Minde é drenado na periferia do maciço pelas nascentes dos rios Lena, Alviela e Almonda só para citar as mais conhecidas. Quando a entrada de água no sistema é superior ao caudal permitido pelas nascentes, a água eleva-se dentro da rede e inunda esta área deprimida que é o polje, através de 2 ou 3 algares existentes na sua base, formando este mar temporário. Uns tempos depois, com a diminuição da precipitação, este "mar" esvazia pelos mesmos locais por onde inundou. Como é necessário que haja uma certa concentração temporal de grandes quantidades de precipitação, este fenómeno não é regular e não tem periodicidade certa."


3 - Lagoas do Arrimal - local: Arrimal - Porto de Mós

PNSAC - Lagoas do Arrimal

As lagoas do Arrimal, localizadas na freguesia do Arrimal, concelho de Porto de Mós, são dois admiráveis espelhos líquidos, rodeados de pequenos poços em pedra calcária. A lagoa grande aproveita a água da escorrência do Vale de Espinho, enquanto a Lagoa Pequena, situada junto ao Rossio da povoação do Arrimal, num recanto do fértil polje da Mendiga, recolhe as águas da sua própria bacia. Estas lagoas são um exemplo da formação de pequenas depressões superficiais, verdadeiros "oásis" no mar de secura que as envolve.

São enriquecidas pela presença próxima do carvalho-negral Quercus pyrenaica, uma espécie vegetal rara na região.


4 - Depressão de Alvados - local: Alvados - Porto de Mós. A indicação de “Grutas”, “Serra de Santo António” e “Minde” deverá nortear o trajeto.
A Depressão de Alvados é uma bacia de fundo plano, ampla, com um imenso tapete de oliveiras que timidamente ensaiam uma subida pela extensa e uniforme Costa dos Alvados, como é denominada a vertente de 300 m de desnível que atinge o planalto de Santo António. Esta é uma das mais belas paisagens deste maciço. Trata-se de uma zona de sequeiro onde predomina o olival, mas que apresenta importantes núcleos de carvalhal.


5 - Olhos de Água do Alviela - local: nascente do Alviela

A nascente do rio Alviela situa-se na transição entre o Maciço Calcário Estremenho, zona onde predomina a rocha calcária, e a Bacia Terciária do Baixo Tejo, paisagem constituída principalmente por arenitos. A sua bacia de alimentação estende-se ao longo de cerca de 180 km2, onde a água percorre verdadeiros labirintos subterrâneos até chegar à nascente.

O rio Alviela é alimentado, durante todo o ano, por uma nascente permanente, mas em períodos de maior precipitação a água é também expelida através de nascentes temporárias, nomeadamente por uma saída temporária de extravasamento situada junto à nascente principal (Olhos de Água) e por uma outra situada junto ao Poço Escuro.

A nascente dos Olhos de Água do Alviela é uma das mais importantes do nosso país, chegando a debitar 17 mil litros por segundo, ou seja, 1,5 milhões de m3 de água por dia (pico de cheia). Desde 1880 até bem próximo da atualidade, a nascente do Alviela foi uma das principais fontes de abastecimento de água à cidade de Lisboa (através da EPAL), e ainda hoje “abre portas” a um dos maiores reservatórios de água doce do país.

Em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o Complexo das Nascentes do Alviela oferece às e aos visitantes as mais variadas experiências de contacto com a natureza, num ambiente bucólico de rara beleza paisagística. Repousar na praia fluvial, descobrir os caminhos que a água percorre até chegar à nascente ou praticar desporto ao ar livre são apenas algumas das ofertas disponíveis no local.

Olhos d’Água do Alviela OM Carsoscópio
Olhos de Água do Alviela (® Olímpio Martins) | Carsoscópio.


6 - Centro de Ciência Viva - Carsoscópio - local: Alviela - praia fluvial
O Centro Ciência Viva do Alviela - Carsoscópio é um espaço interativo de divulgação científica e tecnológica, integrado na Rede de Centros da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Esta estrutura, inserida no Complexo das Nascentes do Alviela, foi desenvolvida com o objetivo de valorizar o imenso património natural da nascente do rio Alviela e zona envolvente, funcionando, simultaneamente, como recurso estratégico de divulgação científica e educação ambiental. As suas valências prendem-se ainda com o apoio à investigação científica, tecnológica e exploração espeleológica, assim como o apoio à formação e o acolhimento.

O Geódromo
Trata-se de um simulador de realidade virtual, que conjuga imagens de síntese com imagens reais, capaz de recriar os ambientes e episódios geológicos mais significativos, ao longo de 175 milhões de anos, e que transportará a e o visitante numa movimentada “viagem” através de uma parcela significativa da evolução geológica da região, responsável pela existência da nascente.

O Climatógrafo
Trata-se da estrutura responsável pela descrição climática da região, e da sua interação com a nascente, no decurso de um ano hidrológico, recorrendo para tal, às tecnologias de imagem de síntese a três dimensões, que imergem a e o observador no território da sua bacia de alimentação.

O Quiroptário
A interpretação biofísica do local, não ficará completa sem a passagem pelo Quiroptário, observatório e exposição sobre morcegos cavernícolas (i.e. morcegos que habitam em grutas). O observatório, como o nome indica, é a estrutura destinada à observação e captação de imagens em tempo real, de algumas das mais importantes colónias de morcegos cavernícolas que, habitualmente, usam a Lapa da Canada para se reproduzir.


7 - CISGAP - Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta Algar do Pena - local: Vale de Mar - Alcanede
O Algar do Pena, descoberto em 1985 pelo sr. Joaquim Pena enquanto se dedicava à extração de pedra para produção de calçada, é uma cavidade que alberga uma sala de gigantescas dimensões, a maior atualmente conhecida no nosso país (125.000 m3 de volume). Do cimo de perto de 40 m de desnível abre-se ao olhar de quem a visita uma magnífica paisagem subterrânea cujo aspeto estético assume uma dimensão pouco vulgar, através de uma enorme profusão de espeleotemas.

Acessível ao público (dispõe de um edifício de apoio técnico, elevador, auditório ao ar livre e de um espeleódromo), representa uma experiência única de descida às profundidades, aliando a importância científica a aspetos didácticos e turísticos de elevado interesse.

As visitas ao Algar do Pena são apenas por marcação prévia - veja os contactos em Visitação

 

CISGAP Salinas de Rio Maior placa - CGV
Edifício do CISGAP (® Olímpio Martins) | Marinhas de sal (® Cristina Girão Vieira).


8 - Marinhas de sal - local: Fonte da Bica - Rio Maior
Classificadas como Imóvel de Interesse Público, através do Decreto n.º 67/97, de 31 de dezembro.
"As Salinas da Fonte da Bica, também conhecidas por Marinhas de Sal de Rio Maior, são um património e uma atividade emblemáticos do concelho, a ponto de haver uma referência às suas pirâmides no próprio brasão autárquico. A exploração testemunha-se desde os tempos romanos e terá continuado pela Idade Média, havendo documentos que referenciam a atividade, pelo menos, desde 1177 (num diploma mencionando que parte das salinas passam para a posse dos Templários). No séc. XV, o conjunto era suficientemente importante para o próprio monarca, D. Afonso V, ser proprietário de cinco talhos.

As salinas implantam-se no sopé da serra dos Candeeiros e têm a particularidade de se localizar a cerca de 30 km do oceano Atlântico, facto que constitui um verdadeiro fenómeno natural. Este é formado a partir de uma jazida de sal-gema que é atravessada por um dos muitos cursos de água subterrâneos que percorrem o território calcário. A jazida contém um poço-mãe, de aproximadamente 8 m de profundidade e 4 de largura, que é, desde há séculos, o verdadeiro centro alimentador desta indústria." In Sítio do Igespar.

 

Mapa
 

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PNSAC - mapa com legendas