PR1 (STR) Algar do Pena

Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Percurso pedestre de Pequena Rota PR1 (STR) - Gruta - Algar do Pena, no concelho de Santarém. Enquadramento - bordo sul do planalto de Santo António, caracterizado por uma intensa atividade extrativa (pedreiras de calçada). Breve descrição. Pontos de interesse. Mapa.
Algar do Pena sala grande - OM
Algar do Pena, sala grande (® Olímpio Martins).
 

Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.

As visitas ao Algar do Pena são apenas por marcação prévia (contactos).

Acesso: E.N. 361 (Rio Maior-Alcanena) virar à esquerda em Alcanede para as Barreirinhas ou, na mesma estrada, em Amiais de Cima virar à esquerda para Cortiçal/Vale Florido, até Vale da Trave e Barreirinhas, seguindo depois por estrada de terra batida devidamente sinalizada, até ao parque de estacionamento do Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta - Algar do Pena (CISGAP). 
Ponto de partida e chegada: CISGAP.
Extensão: 9 km.
Duração: 3 h.
Dificuldade: baixa.
Apoios: Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta – Algar do Pena (CISGAP).

Enquadramento - bordo sul do planalto de Santo António, caracterizado por uma intensa atividade extrativa (pedreiras de calçada).

Breve descrição
Pontos de interesse
Mapa

Breve descrição

PR1 (STR) placa percurso Matos no PR1 (STR)
Placa de percurso | Matos.

Este percurso desenvolve-se no bordo sul do planalto de Santo António, com início e fim no Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta “Algar do Pena”, um dos ex-libris deste Parque Natural.

Insere-se numa zona, onde a indústria extrativa é muito intensa, visível sobretudo na parte final do percurso e onde trabalhos de recuperação de pedreiras têm vindo a ser executados pelo Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Os muros de pedra que compartimentam a paisagem são também uma constante, resultantes da despedrega do terreno em busca de solo arável. Estes anéis, de formas mais ou menos orgânicas, têm como principal função, no planalto de Santo António, a retenção do gado bovino, atividade económica bastante representativa, graças aos excelentes prados naturais.

Aqui e ali, aglomerados de 3 a 4 casas, pontuam o território de uma forma dispersa. Para nascente e na proximidade do Cortiçal, se fizer um pequeno desvio (aproximadamente 500 m), poderá visitar a primeira casa que deu origem ao núcleo atual da povoação.

A parte final do percurso é rica em fenómenos característicos da paisagem cársica, como são os campos de lapiás e dolinas, sobretudo na proximidade de Covão dos Porcos, curioso núcleo de casas tradicionalmente construídas em pedra.

Pontos de interesse

 

CISGAP - OM Olival
Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta - Algar do Pena - CISGAP (® Olímpio Martins) | Olival.

Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta - Algar do Pena - CISGAP - o Algar do Pena foi descoberto, em 1985, pelo sr. Joaquim Pena, na sequência de trabalhos de desmonte de uma pedreira de calçada, no lugar de Vale do Mar, freguesia de Alcanede, concelho de Santarém. Esta gruta é detentora de uma magnífica paisagem subterrânea da qual faz parte a maior sala deste tipo conhecida, atualmente, em Portugal (125.000 m3 de volume).  Do cimo de perto de 40 m de desnível abre-se ao olhar de quem a visita uma magnífica paisagem subterrânea cujo aspeto estético assume uma dimensão pouco vulgar, através de uma enorme profusão de espeleotemas. Aliando aos aspetos paisagísticos o interesse didático e pedagógico da cavidade, neste importante e singular testemunho do património espeleológico nacional foi criado o primeiro Centro de Interpretação Subterrâneo do nosso país. Acessível ao público mediante marcação prévia (dispõe de um edifício de apoio técnico, elevador, auditório ao ar livre e de um espeleódromo), representa uma experiência única de descida às profundidades, aliando a importância científica a aspetos didáticos e turísticos de elevado interesse.

Algar da Aderneira - dentro de um pequeno chouso, a boca gradeada do Algar da Aderneira, testemunha a importância que esta cavidade teve no início do séc. XX, aquando do estudo da captação do Alviela, desenvolvido pelo hidrogeólogo suíço Ernest Fleury. Por questões de segurança, não se aconselha a exploração desta cavidade. Este algar deve o seu nome a um arbusto, o aderno (Phillyrea latifolia), que é comum encontrar entre as formações vegetais do Parque.

Conjunto arquitetónico - Covão dos Porcos é um dos muitos núcleos dispersos que pontuam o planalto. Tal como o nome indica, “covão”, é uma área topograficamente deprimida, cuja geomorfologia permite a formação de solos mais férteis e que, por esse motivo, levou à fixação humana. Atualmente abandonados ou fortemente despovoados, apesar de tudo, estes núcleos conservam a tipologia tradicional da arquitetura da pedra, visível neste conjunto constituído pela casa principal, munida de um sistema de recolha de águas em telha, pela cisterna adjacente e uma eira.

Lapiás e maroiços - na proximidade de Covão dos Porcos, em pleno coração do planalto de Santo António, o intrincado de caminhos ladeados de muros de pedra solta, forma frequentemente os chousos. Resultantes da despedrega do terreno são também os maroiços, pequenos montes de pedra distribuídos pelo terreno, bastantes comuns em todo o planalto de Santo António e particularmente bem representados neste percurso. A par dos maroiços, os lapiás são igualmente uma constante nos chousos que vamos descobrindo à medida que subimos para o Covão dos Porcos.

PR1 (TNV) - Lapiás Maroiços
Lapiás | Maroiços.

Dolinas - uma das formas fundamentais dos sistemas cársicos são as dolinas - depressões de forma grosseiramente circular de dimensões variáveis, que vão de 1 a 1000 m de largura e de poucos centímetros a 300 m de profundidade, que podem ou não estar associadas a algares. A cerca de 50 m do caminho, à esquerda, podem ver-se duas dolinas perfeitamente delimitadas por chousos (muros de pedra seca).

Pia - numa região onde a água é escassa, as pias constituem, tradicionalmente, um aproveitamento natural das cavidades resultantes da ação erosiva da água, as quais, depois de impermeabilizadas com uma mistura de cal e azeite, eram cobertas com lajes de pedra para manter a água limpa. A sua grande importância é reforçada pela construção de um muro de pedra em volta, conforme se observa no caso presente.

Pia Lapiás com olival (1)
Pia | Lapiás e olival.

 

Mapa

PR1 (STR) Gruta - Algar do Pena - mapa