Informação Geral

Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC). Informação geral. Quando visitar. Pontos de interesse. Observar aves e plantas.

 

Quando visitar?
Pontos de interesse
Para observar... aves e plantas
Mapa

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Falcão-peregrino (® Nadine Pires)

Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.

Ficam aqui algumas sugestões para a realização de percursos pedestres e de automóvel, bem como a identificação dos locais mais emblemáticos e outros pontos de interesse, que poderá visitar de modo a que possa desfrutar o melhor possível da beleza extraordinária da paisagem, consolidar conhecimentos e divertir-se durante a visita.
 
Para saber que atividades pode realizar e onde, consulte a Carta de Desporto de Natureza do PNSC e o Regulamento:
 

Se optar por andar a pé, os percursos sinalizados permitem-lhe um contacto mais direto com a natureza e, simultaneamente, conhecer valores do património natural, paisagístico e cultural.

No Parque Natural de Sintra - Cascais foram sinalizados 15 percursos pedestres de Pequena Rota e a Grande Rota E9 "Caminho do Atlântico".

 

Antes de fazer qualquer caminhada, consulte a Área Protegida para obter mais informações sobre os percursos, incluindo o seu estado de conservação.

Informa-se que o ICNF não se responsabiliza por quaisquer problemas que possam surgir no decorrer dos percursos sugeridos.
 

Quando visitar? 

Esta Área Protegida pode ser visitada em qualquer altura do ano, dada a amenidade do clima. Para a observação de algumas espécies de fauna e flora sugerimos abaixo alguns locais e épocas.
 

Pontos de interesse

 
O lapiás costeiro

PNSC - lapiás costeiro Boca do Inferno MM
Lapiás costeiro e Boca do Inferno (® M. Marcelino).


No país, existem apenas dois exemplos deste tipo de relevo: o campo de lapiás costeiro do cabo Espichel e aquele que se prolonga do cabo Raso até ao farol de Santa Marta, no litoral do concelho de Cascais. A Boca do Inferno é o acidente mais espetacular deste campo de lapiás.

É o resultado de um processo natural de erosão dos calcários pela chuva. Esta infiltra-se por fendas ou fraturas, dissolvendo a rocha e criando grandes espaços que vão alargando. A ação do vento e as variações térmicas contribuem igualmente para este fenómeno de carsificação, que ocorre de forma heterogénea: algumas áreas de rocha mais resistente vão-se isolando em formações remanescentes, originando o aspeto característico do campo de lapiás. 

Praia Grande do Rodízio

No extremo sul desta praia, uma arriba, com mais de 120 milhões de anos, exibe uma camada calcária vertical marcada com pegadas de dinossáurios.

Esta jazida parece dever-se-á a dinossáurios herbívoros quadrúpedes, muito provavelmente saurópodes (de pescoço e cauda compridos), bem como a carnívoros bípedes denominados terópodes, ambos deixando pegadas tridáctilas (i.e com três dedos). A região era então coberta por vastas planícies costeiras com lagunas e as pegadas ficaram impressas nos finos sedimentos posteriormente cobertos por vários depósitos calcários, consolidados em rocha sedimentar ao longo de milhões de anos. Com a ascensão do maciço eruptivo de Sintra, esta cobertura rochosa foi dobrada e atingiu a atual posição vertical. Posteriores desgastes e deslizamentos puseram a descoberto os trilhos. 

PNSC - pegadas de dinossáurios PNSC - Palácio da Vila
Pegadas de dinossáurios na praia Grande do Rodízio (®M. Doria) e Palácio da Vila (®M. Marcelino) em Sintra. 

A Peninha


A meio caminho entre Sintra e o litoral, entre os 300 e os 490 metros de altitude, sujeita a fortes ventos marítimos, a Peninha é uma janela panorâmica sobre a quase totalidade do Parque, avistando-se ainda a orla costeira que se alonga do cabo Espichel ao cabo Carvoeiro.

Circundado por uma paisagem de matos rasteiros, impõe-se um conjunto edificado que inclui a Ermida de S. Saturnino, do séc. XII, e a Capela da Peninha, erguida por devoção popular no séc. XVI e classificada como Imóvel de Interesse Público.

PNSC - Peninha PNSC - Quinta da Regaleira
Peninha (®M. Marcelino) e a Quinta da Regaleira (® J Dória).

PNSC - cabo da Roca PNSC - Castelo dos Mouros
Cabo da Roca (®Rui Cunha) e Castelo dos Mouros (®J. Ventura)

Os Parques e Palácios da Pena e de Monserrate
São parques botânicos de inspiração romântica. O Parque da Pena foi plantado por ordem de D. Fernando II no final do século XIX. Atentas as particularidades do clima e do relevo, recorreu à importação de espécies oriundas de vários pontos do mundo, que passaram a coabitar harmoniosamente com lagos, fontes, palacetes, pavilhões e numerosos caminhos, num conjunto dominado pelo Palácio da Pena. Em meados do mesmo século, Francis Cook arquitetou o Parque de Monserrate, desenvolvendo-o em redor do Palácio onde em tempos se erguera uma capela votiva a N. Sra. de Monserrate, na aba norte da serra de Sintra. De tónica igualmente romântica e características exóticas, é um jardim com grutas, cascatas e lagos, onde espécies florísticas espontâneas em Portugal crescem, lado a lado, com inúmeros exemplares vindos dos cinco continentes.

PNSC - Palácio da Pena PNSC - Monserrate
Parque da Pena (®E. Gameiro) e Parque de Monserrate (® J. Ventura)

Palácio Nacional de Sintra
O Palácio Nacional de Sintra é o único sobrevivente íntegro dos paços reais medievais em Portugal. Muito provavelmente foi construído sobre a residência dos wallis muçulmanos e desde o início da Monarquia os monarcas portugueses aqui tiveram um Paço. As principais campanhas de obras que lhe conferiram o aspeto atual devem-se a D. João I, que o reconstruiu, e a D. Manuel I, que acrescentou a hoje denominada ala manuelina. Afetado pelo grande terramoto de 1755, foi logo reconstruído "à maneira antiga", e durante os séc. XIX e XX sofreu ainda outras obras que transformaram irremediavelmente algumas partes. Foi convertido em museu a partir de 1940. A capela, reformulada na campanha de D. Manuel I, filia-se no estilo mudéjar, pelo tapete de azulejos hispano-mouriscos das paredes, de que subsistem muito poucos testemunhos em Portugal. Desses dois primeiros períodos, o principal destaque vai para a cozinha, com as suas duas chaminés de 33 m de altura, a Sala Árabe, parcialmente revestida com azulejos de matriz geométrica, ou o magnífico pátio central, com os seus arcos geminados cairelados.

Quinta da Regaleira
As origens da quinta hoje denominada da Regaleira, então conhecida por quinta da Torre, parecem remontar ao ano de 1697. A maior parte das construções hoje existentes devem-se porém a António Augusto Carvalho Monteiro, proprietário a partir de 1892, homem de vasta cultura e riqueza. Os símbolos nacionalistas que encontramos na Regaleira, bem como o gosto revivalista no qual tão bem se inserem, resultam da conjugação do seu gosto e sensibilidade com o projeto do arquiteto e cenógrafo Luigi Manini. Foi adquirida pela Câmara Municipal de Sintra resultando daqui o seu restauro progressivo e a sua abertura ao público. A quinta integra um magnífico jardim, que compõe um curioso percurso de características marcadamente cenográficas. Para este percurso, bem como para o imenso acervo iconográfico que compõe a profusa decoração de todo o palacete, anexos e jardins, pode apontar-se uma orientação de cariz esotérico, conjugada com a simbólica nacionalista dos estilos arquitetónicos neo aqui utilizados. Particularmente impressionante, neste contexto, é o grande poço, conduzindo progressivamente o visitante até ao fundo, decorado com uma cruz templária e uma rosa dos ventos, através de uma descida espiralada.

Castelo dos Mouros e cisterna
O castelo dos Mouros é um dos mais emblemáticos espaços que o Romantismo da serra de Sintra cristalizou. A sua configuração atual é o resultado de três grandes etapas construtivas.
A cisterna, localizada no centro do reduto defensivo, fazia parte do projeto islâmico e destinava-se a abastecer uma população considerável. Com a Reconquista do território, os novos poderes cristãos renovaram os privilégios e as condições de evolução da vila. É à segunda metade do séc. XII que se atribui a igreja de São Pedro de Canaferrim, uma das mais importantes capelas românicas. Só no século XIX, com o intenso movimento de redescoberta e de recuperação da Idade Média idealizada, o velho castelo voltou a ser alvo de atenções.

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  • Aves 

Os cabos da Roca e o Raso são os melhores locais para observação de aves marinhas. Poderão ser observadas quer aves migradoras quer aves residentes. Como residentes destacamos o escasso corvo-marinho-de-crista Phalacrocorax aristotelis [PDF 167 KB], que pode ser observado desde a Boca do Inferno até norte da serra de Sintra, ou o raro falcão-peregrino Falco peregrinus [PDF 166 KB] no cabo da Roca. A migradora mais facilmente observável, entre o Guincho e o cabo Raso, é o ganso-patola Morus bassanus, no outono e inverno e, especialmente, no mês de março. 

O búteo ou águia-de-asa-redonda Buteo buteo é residente e pode ser facilmente observada na serra, nas encostas sul e oeste, e na zona agrícola do PNSC. A águia de Bonelli Aquila fasciata [PDF 161 KB], embora outrora nidificasse no litoral, devido ao aumento da pressão humana refugiou-se nas zonas florestais mais inacessíveis da serra, sendo difícil a sua observação. O rabirruivo-preto Phoenicurus ochrurus pode ser visto em todo o litoral rochoso e nos afloramentos graníticos da serra, em qualquer altura do ano. Nos meses de setembro e outubro, podem ser observadas aves migradoras, como o papa-moscas-preto Ficedula hypoleuca ou a felosa-dos-juncos Acrocephalus schoenobaenus.
 
Na primeira quinzena de setembro, no centro de Educação Ambiental da Peninha, realiza-se a campanha de anilhagem de aves migradoras. É possível colaborar na mesma desde que devidamente inscrito(a).
 
Passeios para observar aves:
 
  • Plantas
O destaque vai para o período de floração da vegetação, de características predominantemente mediterrânicas. Na primavera, os matos apresentam uma exuberante diversidade de flores. Muitas destas plantas têm características aromáticas ou medicinais. Poderá observar, por exemplo, de maio a junho, as flores brancas dos estevais de Cistus ladanifer ou, de fevereiro a novembro, as amarelas do tojo-gatunho Ulex densus. De fevereiro a abril, as violetas Viola odorata são frequentes, a ladear os caminhos da serra. De março a junho, no cabo da Roca, o cravo-romano Armeria pseudarmeria, espécie que apenas existe na península de Lisboa, encontra-se em floração. O único local onde se pode encontrar o trovisco-lauréola Daphne laureola em Portugal é a serra de Sintra, junto às Pedras Irmãs. Ainda hoje encontram condições para sobreviver na serra de Sintra algumas espécies relíquia da vegetação que um clima subtropical húmido outrora permitiu. Para o raro feto-de-folha-de-hera Asplenium hemionitis é este o único local onde consegue sobreviver em Portugal continental. 
 
Na diversidade da vegetação do sistema Guincho-Oitavos é facilmente observável a raiz-divina Armeria welwitschii, de março a julho, com as suas flores rosadas ou, no verão, o belo narciso-das-areias Pancratium maritimum. Os limónios Limonium spp. espécies características das arribas, com as suas flores azuladas ou violáceas, algumas existentes apenas no nosso país, também se encontram em floração no verão.
 
Pancratium maritimum Narciso-das-areias Cristina Girão Vieira (1) Maçã-reineta de Colares MM
Narciso-das-areias ou lírio-das-areias Pancratium maritimum (® Cristina Girão Vieira) e macãs-reineta de Colares (® Manuela Marcelino).
 
O final do verão é a melhor altura para apreciar a vinha “Ramisco” em associação com a maçã reineta de Colares Prunus communis que, dado o clima existente entre a serra e o mar, adquire um aroma e sabor próprios, plantada em campos divididos por muros de pedra seca e paliçadas de cana.

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Mapa 

 
Pode adquirir os mapas, em papel e com dupla face, nos serviços do ICNF.
Clique nas imagens para ampliar.

PNSC - mapa com percursos - redux   3 Fauna_PNSC_2012.jpgl
 

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