PR do Reguengo

Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM). Percurso pedestre de Pequena Rota do Reguengo. Breve descrição. Pontos de interesse. Flora e geologia. Folheto (inclui mapa).
PR Reguengo -penedo 257-180 pxl PR Reguengo -paisagem 257-180 pxl
Aspetos do percurso.

Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.

  • Folheto [PDF 1,1 MB] - inclui mapa.
 

Ponto de partida e de chegada: igreja paroquial da vila do Reguengo.
Extensão: 10,25 km.
Duração: 4h.
Dificuldade: média.
Apoios: sinalização e folheto. Alojamento e restaurantes em Reguengo. 
 

Breve descrição
É um percurso acidentado com cumes, cristas e escarpas sobre a peneplanicie. A diversidade é aspeto marcante, quer do ponto de vista geológico quer florístico, encontram-se granitos que rondam os 500 milhões de anos, cristas quartzíticas do Ordovícico, xistos e quartzitos do Silúrico, xistos argilosos e quartzíticos do Devónico.

Neste percurso são abundantes os passeriformes (aves vulgarmente conhecidas como "pássaros"). Quanto aos mamíferos salienta-se o javali Sus scrofa e a gineta Genetta genetta. No que diz respeito aos anfíbios e répteis as espécies mais marcantes são a rã-ibérica Rana iberica [PDF 414 KB], o sapo-parteiro Alytes osbtetricans [PDF 548 KB], o lagarto-de-água Lacerta schreiberi [PDF 92 KB] e a cobra-de-pernas-pentadáctila Chalcides bedriagai [PDF 368 KB].

Pontos de interesse

1 - Igreja Paroquial do Reguengo - construção do séc. XVIII do tipo rural do Alto Alentejo.

2 - Zona de floresta onde se misturam sobreiros Quercus suber, outros carvalhos Quercus spp. e pinheiro-bravo Pinus pinaster.

3 - Souto - este tipo de castanheiro (para produção de fruto) e o castinçal (para exploração florestal) são comuns na serra, principalmente entre as altitudes de 450 a 600 m.

4 - Montado de carvalho-negral e azinheira - o carvalho-negral Quercus pyrenaica indica uma influência atlântica, enquanto a azinheira Quercus rotundifolia revela uma influência mediterrânica.

5 - Zona adjacente à Quinta da Relva - exemplo da integração de espécies autóctones (i.e. nativas da região) e ornamentais, de montados com pastagens naturais e de cortinas de arvoredo para proteção contra os ventos.

6 - Área de pecuária - exagerada pressão da pecuária à base de gado caprino. Solo despido de vegetação herbácea e arbustiva.

7 - Arborização com pinhal de várias idades - pinheiros plantados segundo as curvas de nível e outros deixados à regeneração natural. É neste troço que se observam as mais belas panorâmicas do percurso.

8 - Escarpas quartzíticas da Feiteirinha - zona totalmente dasarborizada, com algumas formações arbustivas.

9 - Quinta da Lameira (propriedade privada) - apresenta uma casa nobre do séc. XVIII, várias fontes e tanques em alvenaria, mármores e azulejos enquadram o edifício.