Informação Geral

Informações e conselhos úteis para visitar a Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET). Quando visitar. Pontos de interesse. Mapa.
 
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Na planificação da sua visita deverá ter em consideração as recomendações descritas no Código de Conduta e Boas Práticas [PDF 1,6 MB] das e dos visitantes nas Áreas Protegidas, bem como os conselhos úteis que apresentamos em "Relacionados", à esquerda desta página, para melhor desfrutar da sua visita.

Ficam aqui algumas sugestões para a realização de percursos pedestres e de automóvel, bem como a identificação dos locais mais emblemáticos e outros pontos de interesse, que poderá visitar de modo a que possa desfrutar o melhor possível da beleza extraordinária da paisagem, consolidar conhecimentos e divertir-se durante a visita.
 
Se optar por andar a pé, os percursos permitem-lhe um contacto mais direto com a natureza e, simultaneamente, conhecer valores do património natural, paisagístico e cultural.
 
Antes de fazer qualquer caminhada, consulte a Área Protegida para obter mais informações sobre os percursos, incluindo o seu estado de conservação.
 
Informa-se que o ICNF não se responsabiliza por quaisquer problemas que possam surgir no decorrer dos percursos sugeridos.
 
A Câmara Municipal de Alcochete promove alguns passeios, no limite da Reserva Natural do Estuário do Tejo, na embarcação "Alcatejo".
 

 

Quando visitar?

A Reserva Natural do Estuário do Tejo destaca-se como área de invernada para aves aquáticas. Assim, a melhor altura para a sua observação decorre de meados de novembro a finais de março. Aqui pode ser observada uma grande variedade de espécies, tais como alfaiates, flamingos, patos, garças, maçaricos, pilritos, gansos, etc..

Recurvirostra avosetta Alfaiate Phoenicopterus roseus Flamingo Egretta garzetta Garça-branca
 Alfaiate Recurvirostra avosetta, flamingos Phoenicopterus roseus e garça-branca-pequena Egretta garzetta.

Nos meses de primavera e verão, período de nidificação, podem ser observados – pernilongos, borrelhos, patos, andorinhas-do-mar-anã, perdizes-do-mar, etc.. Durante esta época, é fundamental manter-se um grande nível de tranquilidade aquando da visita.

 

Pontos de interesse

Sede / Centro de Interpretação da Reserva Natural do Estuário do Tejo - a partir do miradouro, e durante a vazante, é possível observar as aves que se alimentam nas vastas áreas de lamas a descoberto.

Sítio das Hortas - deste local avistam-se o sapal de Pancas e extensos campos de vasa, a descoberto na maré baixa, onde se alimentam várias espécies de avifauna aquática. Passeando pela margem, podem observar-se espécies da vegetação halófila (i.e. tolerante ao sal), característica do sapal.

Vista do estuário a partir da sede Sítio das Hortas - sapal
 Vista do estuário a partir do miradouro existente na Sede da RNET e o sapal no Sítio das Hortas.

Ponta da Erva - este local permite uma boa panorâmica sobre o estuário, proporcionando uma excelente oportunidade para a observação de aves aquáticas, especialmente no período de entre-marés.

Olhos da Praia - sobrelevado ao estuário, este local proporciona uma paisagem magnífica sobre o sapal de Pancas e campos agrícolas adjacentes; é frequente a observação quer de aves de presa quer de garça-real ou cinzenta Ardea cinerea sobrevoando os campos.

Ponta da Erva Olhos da Praia
 A Ponta da Erva e panorama a partir dos Olhos da Praia.

Lezíria sul - percorrida por uma complexa rede de valas de água doce, podem observar-se extensas culturas de regadio e de sequeiro bem como arrozais. Há ainda a destacar as zonas de pastagem, que acolhem efetivos pecuários, com destaque para o gado de lide, o touro bravo e o cavalo Lusitano.

Ermida de Nossa Senhora de Alcamé - construída no século XVIII, em estilo neoclássico e monumental sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, era o espaço apropriado para os trabalhadores das Lezírias ali cumprirem as suas obrigações religiosas. Localiza-se na ZPE junto ao limite norte da Reserva Natural. No final do século XIX, realizavam-se aqui episodicamente festas, organizadas por uma comissão de festeiros de que faziam parte lavradores de Vila Franca de Xira, Alhandra e Alverca. Nos anos 40, um grupo de proprietários retomou a organização das festas associando-as às do “Colete Encarnado” de Vila Franca de Xira. Nos últimos anos, a Associação de Varinos de Vila Franca de Xira tem dinamizado a realização da romaria pelo 17 de junho, com a participação de outras associações locais. Os campinos, acompanhados pela banda e o cortejo, transportam o andor com a imagem da Nossa Senhora da Conceição desde a Igreja Matriz até ao cais, onde se realiza a cerimónia de embarque. A procissão prossegue pelo rio, em embarcações tradicionais todas engalanadas, até ao cais do Marquês. Aí o andor é transferido para uma charrete, seguindo o cortejo até à ermida. Aí, realizam-se as cerimónias religiosas, que incluem a benção dos gados, e o arraial com apresentação de ranchos folclóricos e atividades associadas aos cabrestos e campinos.

Lezíria sul - montado Ermida de Alcamé
 Um aspeto da lezíria sul e a ermida de Alcamé.

O estuário do Tejo é uma das maiores zonas húmidas da Europa e o maior santuário de vida selvagem do país. Desempenha um papel de grande relevo internacional na conservação de aves aquáticas que aqui encontram condições óptimas para invernada, nidificação ou como suporte às rotas migratórias.

A Reserva Natural do Estuário do Tejo inclui uma extensa superfície de águas estuarinas, campos de vasas recortados por esteiros, mouchões, sapais, salinas e terrenos aluvionares agrícolas (lezírias). Insere-se na zona mais a montante do estuário, distribuindo-se pelos concelhos de Alcochete, Benavente e Vila Franca de Xira e não excedendo os 11 m de altitude e a profundidade de 10 m.

Nas margens do estuário desenvolve-se o sapal, cuja comunidade florística vive sob a influência das águas trazidas pela maré. Região de grande produtividade a nível de poliquetas, moluscos e crustáceos, constitui um autêntico "jardim de infância" para várias espécies de peixes, como é o caso do linguado Solea solea e do robalo Dicentrarchus labrax. De entre as espécies sedentárias, tipicamente estuarinas, salienta-se o caboz-da-areia Pomatoschistus minutus e o camarão-mouro Crangon crangon. Para peixes migradores, como a lampreia-marinha Petromyzon marinus [PDF 115 KB], a savelha Allosa falax [PDF 136 KB] e a enguia Anguilla anguilla [PDF 137 KB], o Tejo é local de transição entre o meio marinho e o fluvial.

No entanto, é a avifauna aquática que atribui ao estuário do Tejo o estatuto da mais importante zona húmida do país e uma das mais importantes da Europa. Os efetivos de espécies invernantes chegam a atingir cerca de 120.000 indivíduos. As contagens, regularmente efetuadas, indicam que invernam nesta Área Protegida mais de 10.000 anatídeos (vulgarmente chamados de "patos")  e 50.000 limícolas (i.e. aves que se alimentam nos sedimentos), das quais se destaca o alfaiate Recurvirostra avosetta [PDF 82 KB], com um número que pode ascender a 25% da população invernante na Europa e que é o símbolo da Reserva. Muitas outras espécies atestam igualmente a riqueza biológica e o valor para a conservação da natureza desta região, nomeadamente o flamingo Phoenicopterus roseus [PDF 138 KB], o ganso-bravo Anser anser [PDF 160 KB], o pilrito-de-peito-preto ou comum Calidris alpina e o milherango Limosa limosa.

 

Mapa
 

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